Co.cada no Hack Town.

Quando ouvimos falar sobre o Hack Town ficamos um pouco surpresos: como assim um festival com tanta gente legal e a gente não conhecia? Como assim em Santa Rita do Sapucaí? Como assim por esse preço? Com a nossa infindável programação em mãos, começamos a explorar esse que com certeza já é um dos mais relevantes festivais do gênero no Brasil.

HACK TOWN?

Sim, um festival com a proposta de hackear a cidade, a lógica dos festivais e as nossas cabeças. Entre os dias 07 e 10 de setembro, o Hack Town mobilizou mais de 200 atividades, ocorrendo de forma simultânea, em diversos pontos de Santa Rita do Sapucaí: uma hora você estava dentro de um restaurante ouvindo uma palestra sobre neuroplasticidade, depois ia parar num papo sobre growth hacking em um hotel e de lá ia pro Inatel encontrar um pessoal falando sobre nanoempreendedorismo. No geral, cada bloco tinha a duração de 1 hora, com 30 minutos de intervalo entre eles, o que era mais do que suficente para caminhar e um lugar para o outro.

 Créditos:  Hack Town Fest

Créditos: Hack Town Fest

Gostamos #1: cada pessoa montava a sua própria programação e podia conhecer diferentes temas e tribos todos os dias. Bateu um desespero pegar o fanzine com a programação nas mãos e ter que fazer escolhas, mas depois de um tempo o ritmo do festival te pega e quando você vê já está fluindo, entrando e saindo de conversas que você nem imaginava que ia ver.

Gostamos #2: por conta dessa programação, rola uma dinâmica bem interessante entre os participantes. Como cada pessoa participa de um Hack Town único, as trocas são super ricas. Tão legal quanto os eventos é andar pela cidade, encontrar pessoas e compartilhar experiências.

POR QUE EM SANTA RITA DO SAPUCAÍ

A gente não sabia, mas essa pequena cidade no sul de Minas Gerais tem grandes ambições: é um cantinho que já está sendo chamado de “Vale do Silício Brasileiro”. E não é à toa: Santa Rita do Sapucaí, com cerca de 40 mil habitantes, é casa de mais de 150 empresas do ramo tecnológico e abriga o Instituto Nacional de Telecomunicações, o Inatel.

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 Créditos: Inatel

Créditos: Inatel

Gostamos #3: a infraestrutura do festival não deixou a desejar. Embora espalhado por toda a cidade, todos os locais eram próximos e acessíveis a pé, todos organizados, com staff na porta para nos receber e orientar e, no geral, tudo rolou de forma bastante pontual. E sim, deitamos nessa bela grama do Inatel.

CONTE-ME MAIS SOBRE ISSO

Se você não conhece o Hack Town, calma, você não é um ET. O festival é super novo e teve sua primeira edição no ano passado. “No começo do ano passado pensamos que ia ser legal fazer um evento pulverizado pela cidade, em 3 locais simultâneos, para umas 150 pessoas”, conta Carlos Henrique, um dos organizadores do festival. “Começamos a pensar no evento com um mês de antecedência e sem grana. No fim, a primeira edição do Hack Town trouxe mais de 700 pessoas para Santa Rita, ocupando 15 locais diferentes da cidade. A galera pirou”. Todo mundo pirou tanto que, alguns meses depois, a segunda edição do Hack Town atraiu mais de 1500 pessoas. “Nessa terceira edição, acertamos o calendário para ser no feriado prolongado, em uma época carente de eventos desse gênero. Foram 4 dias, cerca de 3000 pessoas e uma boa área da cidade ocupada”, conta Carlos.

Gostamos #4: quanta gente legal no mesmo lugar! Se você se perder dos seus amigos, sem problemas, é só botar um sorriso na cara e ser feliz — em todas as rodinhas vai ter alguém que você vai amar conhecer.

 Créditos: Hack Town Fest

Créditos: Hack Town Fest

Além do Carlos Henrique, há mais 3 cabeças por trás desse festival: Ralph Peticov, João Rubens e Marcos David. Mas eles deixam claro: tem muito mais gente nessa história.

“Nosso staff tem cerca de 200 pessoas, cada uma motivada por uma razão diferente. O que a gente faz é tentar enxergar o ponto ideal que transforma essa relação em ganha-ganha, de modo que as pessoas possam se envolver nesse propósito e contribuir para fazer o festival acontecer. Não é um voluntariado comum, porque essas pessoas não trabalham pra gente, elas trabalham com a gente. Há muita oportunidade de troca e nós estimulamos que todos empreendam dentro do festival. Cultivamos uma relação direta, aberta e transparente com cada um”, explica Carlos.

Gostamos #5: falaram em colaboração, falaram a nossa língua. Ideias como essa só são viabilizadas com muita gente envolvida, especialmente conectadas ao propósito e animadas em fazer parte desse movimento todo que o Hack Town gera na cidade.

“O primeiro Hack Town foi uma descoberta de possibilidades, porque nós não imaginávamos que o festival seria tão grande”, conta Jéssica Fernanda, que foi staff nas duas primeiras edições e, na terceira, foi palestrante e ajudou a organizar a Wake. “Essa terceira edição foi realmente muito legal. Do trabalho de organização da Wake já surgiram novas parcerias, frutos muito ricos para nós”.

“É difícil explicar o que é essa experiência no Hack Town, mas acho que a melhor expressão é conexão, esse é ponto forte do festival”, conta Jéssica.

Gostamos #6: a curadoria é cuidadosa e o mote do evento diz tudo: “Ideias diferentes. Conexões de impacto”. Os organizadores ressaltam a importância de mesclar temas como tecnologia, negócios, música, economia criativa, entretenimento e alimentação, por exemplo, acreditando que o cross-content é, por si só, uma ferramenta poderosa de inovação.

 A inovação acontece nos cruzamentos. Créditos: Hack Town

A inovação acontece nos cruzamentos. Créditos: Hack Town

O QUE ESPERAR PRO ANO QUE VEM?

Não espere algo gigantesco, porque não é esse o plano. Segundo os organizadores, a ideia do festival é crescer especialmente em qualidade, cuidando para não inflar a cidade e manter uma programação sempre focada em abordar as tendências antes de todo mundo.

“Privilegiamos assuntos que as pessoas vão ouvir depois do evento, com temas relevantes, nada requentado. Passamos o ano inteiro conversando com muita gente, conhecendo projetos, frequentando eventos para garantir que a gente saia do óbvio”, conta Carlos.

E a cereja do bolo:

Gostamos #7: não conhecemos Santa Rita sem o Hack Town, mas a nossa impressão é que o festival lança uma luz especial na cidade e mexe com a energia de todos os cantos. Terminamos o festival numa festa improvisada, no coreto da praça central da cidade, com o som do Maurício Soares (diretor de marketing da plusnetwork, responsável por eventos como Tomorrowland Brasil e Electric Zoo Brasil). Esse é o tipo de coisa que, daqui um tempo, vamos poder chamar de “coisas que só acontecem no Hack Town”.

Já vai se programando, porque a concorrência vai ser grande no ano que vem!

Acompanhe o Hack Town por aqui:

http://hacktown.com.br/

https://www.facebook.com/hacktownfest