10 projetos de blockchain para ficar de olho.

Por Aaron Fernando.

Publicação original Shareable.

Recentemente exploramos como blockchain está sendo utilizada como impulsionadora de projetos para o bem e realizamos algumas entrevistas com profissionais do setor. No entanto, a adesão à tecnologia blockchain está se movimentando rapidamente e constantemente surgem novos projetos que podem tornar a Economia do Compartilhamento cada vez mais acessível a todos.

Essa é uma lista de alguns outros projetos a serem observados:

1. Helbiz

 Extraído de   Helbiz.

Extraído de Helbiz.

A Helbiz é uma startup que cria uma solução que permite que as pessoas compartilhem não apenas carros, mas também qualquer veículo como bicicletas, barcos e outros meios de transporte. Usando hardware e software, a ideia é transformar veículos inteiros em dispositivos de Internet das Coisas (IoT) que possam ser desbloqueados com um smartphone, rastreados com GPS e monitorados para resolução de possíveis problemas e manutenção. O aplicativo Helbiz permitirá que os usuários desbloqueiem veículos para utilizá-los e paguem pelo uso através de criptomoedas.

Além da Helbiz, existem outras organizações que desenvolvem capacidades semelhantes no mercado inovador de mobilidade compartilhada, como os projetos: HireGo e Xain.

2. Open Bazaar.

 Extraído de   Open Bazaar.

Extraído de Open Bazaar.

Embora existam muitos projetos que utilizam a tecnologia blockchain, o OpenBazaar foi o primeiro no seu segmento e continua forte. Os usuários podem pagar por mercadorias em mais de cinquenta criptomoedas. Como não há nenhuma empresa ou entidade administrando, não há taxas ou limites para o que pode ser comprado ou vendido. Apesar das diferenças técnicas significativas para o usuário final, os concorrentes em ascensão como Swarm City, Public Market e Blockmarket oferecerão serviços similares, com recursos diferentes.

3. Sarafu-Credit.

 Extraído de   Grasroots Economics.

O Quênia tem sido um dos países mais rápidos do mundo a adotar o dinheiro móvel e pagamentos móveis, com dois terços da população utilizando diariamente. Portanto, não é de surpreender que esteja entre os primeiros países em que as moedas comunitárias aderiram à tecnologia blockchain. Além de estarem sendo utilizadas por comerciantes que, de outra forma, não poderiam transacionar dinheiro uns com os outros. A organização Grassroots Economics tem operado várias moedas comunitárias no Quênia e na África do Sul nos últimos anos, com o objetivo de aumentar o poder de compra e venda de várias comunidades. Recentemente, em parceria com a startup de blockchain Bancor, produtores e comerciantes quenianos estão se cadastrando para aceitar versões em criptomoedas das moedas comunitárias que já são aceitas em formato de papel-moeda.

4. Chamapesa.

Outro projeto baseado no Quênia, o Chamapesa tem como objetivo resolver o problema das altas taxas de adesão dos quenianos a serviços de empréstimos bancários, e também a burocratização deste sistema. Utilizam a tecnologia blockchain para facilitar os círculos de empréstimos através dos smartphones. A organização apontou que não está tentando mudar o comportamento dos usuários, mas está utilizando blockchain para facilitar este tipo de financiamento comunitário, permitindo que as pessoas economizem, invistam e acessem empréstimos com baixo custo. Neste tweet, explicam: "O usuário apenas adotará os smartphones para serviços bancários e não mais sentarão numa mesa de banco para preencher vários papéis.”

5. Holochain.

 Extraído de   Holochain

Extraído de Holochain

Embora os proponentes do Holochain se orgulhem do fato de não serem uma rede blockchain, para o leigo Holochain, há muitos casos de uso similares. A diferença principal é que esta rede vem sem o pré-requisito do alto consumo de energia, como exigidas pelos blockchains proof-of-work do Bitcoin e Ethereum, porém, é possível executar um blockchain exatamente como o Bitcoin na rede Holochain. Ao invés de ter apenas um acordo global sobre quais dados são válidos (como acontece com um blockchain regular), os usuários individuais criam seus próprios ledgers interconectando dados e históricos pessoais.

Sempre que acessamos um site na Internet, estamos acessando informações hospedadas em servidores operados por terceiros - pertencentes a uma empresa privada, que não escolhemos. O que Holochain torna possível é, um método de estrutura de recompensa para armazenar e acessar dados e aplicativos entre os próprios usuários, sem ter que confiar nesses terceiros, utilizando a lógica da tecnologia blockchain. Isso possibilita a criação e a execução de aplicativos de qualquer tipo entre os usuários, permitindo a operação de uma verdadeira Internet peer-to-peer.

6. Right Mesh.

 Extraído de   Right Mesh.

Extraído de Right Mesh.

Apenas cerca da metade da população mundial tem acesso regular à Internet. Isso significa, que bilhões de pessoas ainda não têm a capacidade de aproveitar as tecnologias peer-to-peer baseadas na web. Right Mesh está trabalhando para mudar isso, permitindo que as pessoas possam criar suas próprias redes com acesso limitado à Internet, utilizando redes em malha.

Em uma rede de malha, as informações circulam entre telefones, computadores e outros dispositivos. Isso ocorre, através da capacidade desses dispositivos de conectarem-se diretamente via Bluetooth ou Wi-Fi sem e precisarem estar conectados à própria Internet. Ao criptografar as informações - seja uma mensagem, uma imagem ou um pagamento - a rede pode garantir que apenas o destinatário desejado possa entender e usar a mensagem. Isso abre um host de aplicativos de malha, que podem ser executados ponto a ponto por dispositivos na ausência de internet.

Outras redes de malha e software de malha já existem mas, usando blockchain, essa rede permitirá que os usuários sejam pagos para fornecer conteúdo aos pares. Além de existirem como uma infraestrutura da própria rede, compensando os custos de hardware para funcionar.

7. Beenest.

 Extraído de   Beenest.

Extraído de Beenest.

Assim como o AirBnB, a plataforma Beenest conecta hosts com possíveis clientes e aproveita a tecnologia blockchain para manter e oferecer custos mais baixos. Se você utilizar a sua própria criptomoeda -Token Bee - nenhuma taxa ou comissão será cobrada pela plataforma. Assim, ao fazer a reserva e listar propriedades, serão cobradas taxas mais baixas do que usadas pelo AirBnb.

8. Possible.

É um projeto com sede na Holanda, que se destina a aumentar o capital social da comunidade, dando às pessoas incentivos para realizarem o trabalho que normalmente não ganhariam dinheiro para fazê-lo, mas que é crucial para sociedades saudáveis. Basicamente, é um banco de tempo, que permite que os indivíduos ofereçam e usem os serviços de cada um, parametrizados em horas, ao invés de outra unidade monetária.

Os bancos de tempo já existem há mais de um século, mas geralmente funcionam de forma voluntária e gerenciados através de bancos de dados centralizados. Utilizando a tecnologia blockchain, e consequentemente descentralizando a atualização do banco de dados, projetos como o Possible podem facilitar a operação de bancos de tempo sem depender de voluntários.

9. ShareRing.

 Extraído de  ShareRing.

Extraído de ShareRing.

O ShareRing está desenvolvendo um aplicativo que utiliza tecnologia blockchain e que permite aos usuários encontrar e pesquisar serviços, além de compartilhar qualquer coisa entre eles. Como uma biblioteca verdadeiramente descentralizada de coisas - tanto física quanto digitalmente - o ShareRing poderia maximizar o uso que as pessoas obtêm de objetos físicos, permitindo que as pessoas os compartilhem de maneira fácil e justa. A ideia é ter uma rede verdadeiramente global, para que o aplicativo ShareRing possa ser usado para encontrar e pagar por serviços semelhantes, não importando onde no mundo uma pessoa possa estar. O aplicativo usará duas de suas próprias criptomoedas: uma que permite que os comerciantes acessem a rede do blockchain e a outra como moeda para o pagamento de serviços na plataforma.

10. Digital Town.

 Extraído de   Digital Town.

Extraído de Digital Town.

Plataformas como Amazon, Uber e AirBnB oferecem serviços úteis, mas extraem continuamente riqueza daqueles que a geram valor neste mercado, através de altas taxas, que vão para as mãos dos seus acionistas. A Digital Town pretende mudar esse modelo de negócio, conectando usuários em localidades geográficas específicas, através das informações, recursos e serviços de que precisam. Permitindo assim, que adquiram acesso à serviços e coisas, através de uma plataforma com as comunidades em que vivem. Além de reduzir as taxas enviadas para empresas e indivíduos externos, a plataforma Digital Town foi projetada para ser de propriedade dos residentes que a utilizam.

A Digital Town usa a tecnologia blockchain para permitir que os usuários negociem a moeda e a propriedade em toda a cidade na própria plataforma. Ao se inscreverem, os usuários receberão e poderão negociar CityShares, que dá aos usuários uma participação proporcional na receita usada na plataforma em sua cidade. Os usuários também poderão usar CityTokens como moeda ou pontos de recompensa, vinculados à sua cidade ou localidade específica.